Há algum tempo investir em igualdade social através da educação era um grande problema político-cultural e teórico-metodológico. Ora se valorizava as culturas locais para movimentar novos conhecimentos básicos deixando de lado a cultura “erudita”, ora se valorizava a cultura “erudita” dificultando o conhecimento básico que é facilitado através da cultura local. Assim o camponês saberia muito bem gerir suas plantações cantarolando músicas regionais, mas não passaria no vestibular, ou empregado, no centro urbano ao não associar Lacrimosa à Mozart. Mas com o avanço dos meios de comunicação esse paradigma é quebrado, pois o acesso à informação/cultura já são permitidos através da internet e da banda-larga. -- Ora, mas não se aprende somente através do uso das tecnologias, existem bons professores de excelente dinamismo e oratória, -- mas melhores remunerados no mercado privado migram do serviço público. Imaturidade a minha por levantar esse dado, fato, dessa forma, fraco argumento, mas gostaria de comparar ao aspecto do filtro capital/cultura, onde acredito ocorrer o mesmo. Todo o pensamento humano, todas as tecnologias em produção de energia limpa, reciclamento do lixo, produção de medicamentos, execuções musicais orquestrais, são absorvidas pelo capital que seleciona o que é mais lucrativo sem ater ao que acho que nos interessa mais: o ser humano e o planeta. São essas condições que alimentam a minha indignação e sentimento de incapacidade de intervir nessa grandiosa potência aniquiladora da vida! Chega dos que dizem que me representam e afirmam que é preciso crescer economicamente para alcançar a igualdade social e reduzir a pobreza!
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